sábado, 24 de julho de 2010

Apresentando Amilcar de Castro, poeta


Um poema das minhas leituras de antanho; dois poemas de Amilcar de Castro, escultor e poeta, retirados do Suplemento Literário de dezembro de 2002 (que li agora, sempre atualizado com o que tem valor; leio após uns anos, mas não deixo de ler):

A Consciência do fazer

Eu sou porque ela é.
Ela é porque eu sou.
Somos de graça.
A superfície está em branco.
Eu também.
Se com um gesto a toco,
eu sou tocado.

A grama desenha o verde

A grama desenha o verde
A árvore desenha o céu
O vento desenha a nuvem
A nuvem desenha o azul
A água desenha o rio
E o homem desenha o tempo
na exatidão do sonho.

Amilcar de Castro

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